“Minha Mãe é uma Peça 3” bate “Star Wars” e prova como o cinema brasileiro não precisa do Estado

Em sua primeira semana em cartaz, o filme Minha Mãe é uma Peça 3 levou às salas de cinema quase 2 milhões de pessoas, cerca de quatro vezes mais que o milionário Star Wars: A Ascensão de Skywalker, que atraiu 493.269 espectadores. Tais números alcançados pelo filme estrelado pelo ator carioca Paulo Gustavo nos fazem refletir sobre a real necessidade de se usar dinheiro público e reservar cotas para apoiar o cinema nacional.

Ora, se o cinema nacional consegue produzir filmes que geram lucro e atraem tantas pessoas, qual seria o sentido de se direcionar esforços institucionais para apoiar o mesmo? Sabemos que nem todos os filmes conseguem atrair tantos espectadores, assim como nem todos os projetos de filmes saem do papel. Mas isto deveria ser, justamente, um motivo para os cineastas brasileiros entenderem que, para crescer e desenvolver um mercado financeiramente sustentável, é preciso encarar o desafio de se financiar por meios privados, assim como criar formas de competir frente a frente com a grande indústria norte-americana.

Manter reservas de mercado e privilégios garantidos pelo Estado é condenar o cinema brasileiro a uma eterna postura de mediocridade, habituando os profissionais deste setor a estarem sempre à mercê daqueles que chegam ao poder, e não de seus próprios esforços. Com o Estado intervindo, aqueles com maiores benefícios serão os grupos mais articulados politicamente, que conseguem agradar as autoridades que estão em comando. Retirando o Estado do jogo, destacam-se os melhores, aqueles que realmente sabem tirar boas ideias do papel, que conseguem convencer seus financiadores e, por fim, mostrar ao público que vale à pena pagar um ingresso para apreciar o produto desenvolvido.

É por essas e outras que os envolvidos na produção de “Minha Mãe é uma Peça 3” estão de parabéns, pois demonstram que o público brasileiro está disposto a pagar por produtos de qualidade, sejam eles nacionais ou não. O maior apoio que o Estado pode oferecer ao cinema e à cultura é a liberdade, um ambiente salutar de crescimento e autonomia, e não o intervencionismo, com todos os seus vícios e inclinações à corrupção.


LEONARDO FERREIRA
Editor-chefe
Graduado em Ciências Econômicas e Comércio Exterior pela Universidade de Fortaleza
Fundador e Conselheiro do Clube Atlas


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8 comentários em ““Minha Mãe é uma Peça 3” bate “Star Wars” e prova como o cinema brasileiro não precisa do Estado

      1. Tese confirmada onde, amigão? Só li achismos. Não pode pegar uma exceção (O filme é uma continuação de algo que já fazia sucesso, tem famoso do nível Paulo Gustavo, tem divulgação e mídia em cima.

        Cadê dados e estatísticas pra dae base ao que vocês escrevem aqui? Eu não tenho blog, então, não preciso de estatísticas. Vocês, sim.

        Até apresentarem, o texto de vocês é extremamente RASO. Perderam maior tempão escrevendo pra sair essa coisa leviana.

        Obrigado e abraços.

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  1. Acredito eu que essa discussão deve ser muito mais profunda e baseada nos dados que refletem o cinema nacional como um todo. Não dá pra pegar um caso de grande sucesso e aplicar a mesma regra para os demais.

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  2. O autor não entende nada de cinema e vem vomitar baboseiras neoliberais “menos estado”. Basta uma pesquisa rápida na internet sobre o cinema norte americano como estratégia geopolítica pra desmontar o argumento do texto. Má informação ou má intenção?

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